Edilberto, sou mãe de 3 filhos com menos de 5 anos e estou convicta sobre a desescolarização. Estou na fase de vivenciar  o meu processo de auto-desescolarização que significa me desintoxicar de uma série de padrões sutis e não sutis impregnados pra dar espaço pra presença autentica que constroi com sensibilidade. Esse é um processo profundo, nem sempre facil, continuo e gratificante. Imagino que esse seja o primeiro passo no processo de desescolarização. Ou..?

Minha pergunta seguinte vem sendo: "e na prática, como eu farei?"

Tô entendendo que até os 7 anos da criança, nosso papel de pais é respeita-las em seu desenvolvimento natural, observar seus potenciais talentos, promover a curiosidade e estimular seus interesses.

E depois disso, como é?? Precisarei de uma estrutura pedagógica? Uma linha a seguir? Quais os caminhos pra construir o que seria a minha "linguagem" na formação desse ser? O que está por trás da etapa em que estamos atuando conscientes na aplicação de ações e tarefas? Como compor esse repertório? O que está imbutido nele? Quais os principios norteadores desse trabalho? Como formulo um conjunto de "conhecimentos" e "processos" pra serem aplicados e que façam sentido holisticamente, que colaborem entre si pra formarem um cidadão?! Como não me perder nesse caminho de extrema responsabilidade??

Gratidão por você estar aqui.

Yanna

Vistas: 45

Respuestas a esta discusión

Saludos Yanna,

Las escuelas como lugares de internamiento de jóvenes debe dejar paso a una educación integral que contemple todos los lugares del contexto de los aprendices como espacios de encuentro e intercambio.

El hogar de un niño siempre será su primera escuela, y a esta escuela se irán sumando nuevo lugares donde el niño puede aprender y desarrollarse compartiendo con los demás.

Definitivamente la concepción de escuela actual está desfasada, se deben abrir las puertas de los centros a la sociedad y no concebir la institución educativa como único lugar donde puedan desarrollarse aprendizajes. Es una buena apreciación empezar a considerar ciudades de aprendizaje en detrimento de centros de aprendizaje.

Temos que comecas a imaginar nesse sentido, na prática o que seria uma cidade para aprender. Além de tudo que uma cidade per se ja od¡ferece, o que falta é a intencionalidade de todos os habitantes e as instituicoes. Hoje todo pensam assim: as criancas tem o lugar delas nas escolas, é la que devem aprender. Essa é a atitude concentradora. O novo pensamento, deve colocar-se assim: temos criancas por todo lado, o que vao aprender quando passem ou entrem ou chegeum aqui onde eu estou, onde eu trabalho, na minha casa, na minha quadra, naminha instituicao? O que posso oferecer hoje para uma crianca de maneira a que ele entenda o que eu faco? Que lugar posso recomendar pra que ela visite? Que pessoa posso inidcar para que essa crianca conheca?

Esse tema deve deixar em estado de alertas aos formuladores de política pública. Estes devem comecar a enxergar as cidades como espacos de aprender, assim, todos os dispositivos públicos devem ser auto explicativos,devem haver equipes de informadores ou de professores narrando a cidade, contando a história de cada lugar, analizando com as criancas as diversas perspectivas de cada lugar: arquitetura, engenharia, história, estética, sociologica, antropológica, religiosa, política, matemática, etc.

Confeso que uma das aulas que mais disfrutei de oferecer foi uma na qual consegui sair a pasear pela cidade com a única aluna que chegou nesse dia. Fomos pela cidade fazendo todo tipo de leituras e interpretacoes. Nesse dia aprendi mais do que em todo minha vida de professor., 

Oi Yanna!!! a gratidao é nossa sua presenca. 

Um dos aspectos interessantes da escolha pela educacao fora da escola e que de fato os primeiros a viver o processo de dessescolarizacao devem ser os pais. Sem isso tenderao a reconstituir a ordem escolar em casa. Para entender melhor esse momento é importante perceber os sintomas típicos das mudancas de paradigma. É o que entendo por efeito paradigma. A escolarizacao como paradigma é toda uma forma de viver e entender o mundo e de funcionar nele. Romprer com tudo que isso implica nao é algo simples. Vai muito além da tomada de decisao. É necessario ir percebendo tudo que implica e conseguir reposicionar interiormente os novos princípios de acao e suas consequancias. Especialmente porque o mundo em volta vai continuar o mesmo. Para que os filhos possam viver esse processo, os pais devem ter atravessado o umbral paradigmático. Se nao, nao terao forca suficiente para continuar adiante pois terao que responder insistentemente sobre o porque dessa decisao. Isso para uma crianca é muito dificil se os pais nao estao ai para dar o suporte simbólico necessario.

O que vem depois é mais tranquilo. O desenho do que se quer fazer, do que de pode fazer ou do que se deve fazer fica mais claro se os pais estao cientes dessa mudanca. No nosso caso, chegamos a um esquema que quebra definitivamente com a idéia de currículo. .Preferimos criar um mapa a partir de uma visao transdisciplinar do conhecimento.   Consolidamos essa informacao no seguite post, Um GPS para Rafael

http://desescolariza.blogspot.com/2011/12/um-gps-para-rafael.html

desde entao preferimos estar atentos as demandas de aprendizagem e aos sintomas dessa aprendizagem. Esta e uma sintesis do que observamos

http://desescolariza.blogspot.com/2011/11/como-posso-saber-que-esto...

Mas, vale lembrar que, cada familia cria sua rota metodológica. O importante é manter a criatividade e permitir que as sincronicidades acontecam, pois, nao estamos sozinhos nessa aventura.!!

Li os artigos. Fantásticos!! Tô processando.. quero gritar de alegria!!! ; )

Yanna...as perguntas que nos fazemos ja fazem parte do tipo de resposta que obteremos. Se fazemos perguntas tipicas do mundo escolarizado, so obteremos respostas pertinentes para o mundo escolar. Assim, pensar numa estrutura pedagógica é uma boa pergunta para um pedagogo escolar, para um diretor de escola. Se observas as perguntas que deixas na pauta, perceberás que todas obrigam ao adulto a preparar uma intenrvencao. A crianca vai ser intervenida por ese adulto que se prepara para tal. Essa é a essencia do paradigma escolar. Uma aparelhagem enorme é preparada para intervir na crianca que é um objeto vazio que deve ser preenchido, algo vai ser ¨imbutido nele¨. 

No processo de desescolarizacao o caminho é outro. Nao existe objeto, mais sujeito de aprendizagem. E nessa relacao, com a crianca, so podemos ser todos sujeitos de aprendizagem. Se ele esta aprendendo é porque nos tambem o estamos fazendo, no mesmo processo. O movimento espontaneo é mais acorde com a desescolarizacao que a preparacao previa. A pergunta inocente, quase que boba, é mais pertinente que o questionário preparado com antecedencia. A procura mutua é mais inteligente que o caminho preconcebido. O nao saber efetivamente onde comecar, mais dar inicio mesmo que sem saber a onde vai tudo...é mais rico em possibilidades do que uma linha trazada com comeco, meio e fim. Como manter o sentido: o estado interior e exterior das criancas...se elas estao bem, tranquilas e engajadas...entao as coisas estao indo por bom caminho. Para mim, esses sao os sintomas fundamentais do estar aprendendo...uma crianca que esta aprendendo esta feliz, quer mais, pede mais, pergunta mais, ela vai desdobrando o sentido das coisas. Faz tudo porque quer, e sempre quer. Nada de obrigatoriedades, nada de compulsoriedades...a disciplina vem de dentro dessa crianca e de dentro de nos. 

RSS

Nuevo Proyecto Fundación Teléfonica

EXPERIENCIAS EDUCATIVAS SXXI

¿Quieres conocer las últimas experiencias educativas? Asómate al nuevo proyecto de Fundación Telefónica

Encuentro Internacional Educación

imagem enlace à vídeo

Álbum fotográfico

Insiders

imagen enlace a la página de los insiders

imagem enlace à página dos insiders

© 2019   Creada por Encuentro Educación 2012 - 2013.   Con tecnología de

Insignias  |  Informar un problema  |  Términos de servicio