-¿Educación es sólo lo que pasa en las escuelas?

-¿Qué proyectos o personas de ámbito educativo ya actúan en el interior del paradigma emergente de aprendizaje y organización social?

-¿Quién educa? ¿Para qué? ¿Para quiénes?

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Respuestas a esta discusión

-¿Educación es sólo lo que pasa en las escuelas?

Hola qué tal!!

Creemos firmemente en no creer que la Educación es sólo lo que pasa en las escuelas.

Pensamos que la familia es la base social estructural que forma y respalda -entre otros factores- los comportamientos, actitudes y aptitudes de los estudiantes en su desarrollo como sujetos. Sin el apoyo de la familia (y no hablamos únicamente en su sentido tradicional, es decir: padre y madre biológicos, sino también en las diversas manifestaciones existentes) el estudiante demorará y posiblemente no podrá aprender aspectos educativos básicos ya que no posee el refuerzo positivo que el correspondiente núcleo familiar puede brindar. 

Teniendo en cuenta esto, creemos que la familia juega un rol preponderante en la formación educacional del estudiante y a su vez, en su formación como persona que la predispone al acto educativo de por sí.

Saludos!!

Olá Educared Chile!

Eu também entendo, firmemente, que a Educação é mais do que o que acontece na escola. Na verdade, estamos sendo formados seres humanos desde antes do nascimento - com as condições da gestação, as circunstâncias do parto e o modo como somos recebidos no mundo humano. Além disso, quando não estamos na escola, ou muito depois de ter concluído os estudos formais, seguimos aprendendo e nos tornando pessoas diferentes.

Aqui no Brasil, existem muitas crianças em situação de abrigo, privadas do contato familiar. Ainda assim, vivem o processo de desenvolvimento e se tornam pessoas com uma história, sonhos, desejos, crenças, valores etc. Isso independe do desempenho escolar, que, em muitos casos, talvez seja o menos importante.

Minha provocação tem o objetivo de relativizar a ideia de educação como parceria entre família e escola. Não se trata apenas de valorizar o papel da família como base da educação formal, que 'predispõe o ato educativo', mas entender que a formação de um ser humano é algo muito mais amplo e que pode assumir as mais variadas formas. Gosto de pensar, por exemplo, no modelo de educação vivido em aldeias indígenas ou tribos aborígenes onde não há instituições formais e as crianças educam-se na aldeia, pela aldeia e para a aldeia, através da imersão no cotidiano de suas comunidades. Não obstante todo o desenvolvimento que nos leva ao modelo atual de civilização, aquela forma de educar-se me parece a um tempo mais simples, orgânica e significativa. O que lhe parece?

Saludos!!

¿Educación es sólo lo que pasa en las escuelas?

¡Qué tal!

La educación es un tema tan amplio que no solo se da en las escuelas, el primer lugar donde aprender los niños y jóvenes es en casa por ello la necesidad de una alianza estratégica y el apoyo de las dos partes para lograr una verdadera educación en el estudiante.

Si, si. Pero cuando hablamos de comunidades de aprendizaje, intentamos ir más alla de la ideia de una alianza estratégica entre la familia e la escuela, mirando un contexto más amplo. Ese me parece el ponto central.

Es posible, por ejemplo, tenermos 'Centros Comunitários de Aprendizaje', en cada barrio, donde toda la familia pode tener acesso a ambientes de aprendizaje, no solo los chicos. Además, los padres y las madres poden ofrecer sus talentos y conocimientos en cursos y vivencias. Una comunidade de aprendizaje como esta es un hogar donde todos aprenden con todos.

Olá André!

Muito interessante a sua "provocação". De fato, a escola é mais um lugar onde o desenvolvimento social e cognitivo pode acontecer, *pode* acontecer, não necessariamente. Destacamos do seu comentário a situação de muitas crianças que não têm uma família, um lar, ou até têm mas não vem dali o amor que as alimentam ou os valores que as formam. E então essa relação família-escola se relativiza. 

Conte pra gente então, em que contexto surgiu o Projeto Jabuticaba?

Olá!

A Jabuticaba é uma experiência de educação infantil não-escolar. Surgiu da minha condição de pai de dois filhos e formador de educadores (como professor de pós em Educação Infantil e Psicopedagogia) - ou seja, alguém perplexo com os rumos da educação.

Em certo momento, compreendi que a instituição escolar, não obstante o discurso da 'socialização', na verdade segrega. Retira a criança do cotidiano de sua comunidade de origem (especialmente de sua casa, de seu bairro e de sua família) e a mantém encerrada por muitas horas em uma instituição fechada, de caráter hierárquico e disciplinar, cuja estrutura de tempo, espaço e convivência espelha as indústrias. A instituição escolar pratica educação como produção em massa.

Como a Jabuticaba está inserida entre outras atividades (aulas, espetáculos, restaurante vegano, encontros, cerimônias e celebrações) de um Centro Cultural aberto - a Casa Jaya, logramos manter as crianças inseridas na comunidade, ao invés de encerrá-las num mundo à parte. Apostamos que conservar a diversidade de ambientes e relacionamentos, a convivência diversificada, promove uma formação humana mais aberta e mais rica, em comparação com a lógica da homogeneização (por faixa etária, classe social, às vezes por gênero etc.) perpetrada pelas escolas.

Saludos!!

André, 

Neste sentido, o Projeto Jabuticaba não tem vínculo com a Secretaria de Educação, certo?

Existe, no grupo que atendem, pais preocupados com esta questão? Imaginamos que os pais que chegam até a Casa Jaya, para deixarem seus filhos no projeto, chegam buscando justamente o que vocês têm a oferecer, mas ocorre de pensarem que é uma "escola" e ficam inseguros quando conhecem melhor a proposta? E ao contrário, pais que chegam achando que é uma escola e decidem deixar seus filhos justamente pela proposta que é?

Não tem vínculo, uma vez que não está inserida no sistema formal. Nenhum dos pais que estão ou passaram pela Jabuticaba manifestou preocupação. Em geral, quem nos procura já está buscando uma alternativa, já vem com esse perfil. 

O curioso é que muitas vezes os pais automaticamente se referem à Jabuticaba, no discurso, como 'escola' e em geral se corrigem na sequência. Como estamos propondo um modelo novo, penso que ainda não há palavra para isso, então as pessoas naturalmente usam a palavra com que estão acostumadas, apesar de toda a conotação que vem junto.

Confesso que mesmo nós, da equipe, temos dificuldade para encontrar uma palavra adequada para o que fazemos - na prática, uma não-escola que funciona como comunidade de aprendizagem.

Oi André,

A "escola" está tão enraizada em nossos condicionamentos que ainda temos dificuldade em dar outro nome para um espaço onde se aprende... embora a gente esteja de acordo que não é só na escola onde a aprendizagem ocorre e, muitas vezes, ela nem ocorre.

Gosto do termo comunidade de aprendizagem, espaço de aprendizagem... mas o termo "não-escola", hum, não sei se é construtivo rs

Boa discussão essa! rs

Concordo! É esquisito mesmo definir uma proposta ou projeto pela negativa... Acho que o mesmo acontece com o termo 'desescolarização', que eu deixei de usar quando percebi que as pessoas com frequência se sentiam agredidas.

Si entendí bien a ANDRÉ CAMARGO, comparto plenamente "que a formação de um ser humano é algo muito mais amplo e que pode assumir as mais variadas formas." Así como los ejemplos que menciona, a los que puedo agregar los espacios públicos en las zonas urbanas, la presencia en instituciones con otros fines primordiales como las salud, la recreación, etc. 

Sim, Nélida, tanto no ambiente urbano, quanto no ambiente rural, a melhor escola é o mundo. Não é necessário erigir instituições fechadas exclusivamente para isso. Esta ideia de educação é nova na história da humanidade e imita o funcionamento das indústrias: a lógica da escola atual é a tentativa de produção em massa de educação. Mas as pessoas não são produtos e portanto não é possível usar a mesma lógica sem desumanizá-las.

O mundo todo oferece uma infinidade de habitats de aprendizagem. A sala de aula, hermética, estéril, é provavelmente o pior deles. O que precisamos é de uma organização social, uma inteligência de rede, que permita o acesso das pessoas aos ambientes cotidianos com a orientação necessária para que de sua vivência originem-se situações de aprendizagem. Em outras palavras, como podemos nos organizar de modo que as crianças e jovens possam desenvolver-se vivendo e atuando em suas comunidades, em meio à diversidade de relações própria aos ambientes abertos?

Para refletir um pouco mais, recomendo o seguinte texto, de minha autoria:

Precisamos mesmo das escolas?

Saludos desde Brasil!!

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