Wagner Merije
  • Hombre
  • São Paulo, São Paulo
  • Brasil
Compartir en Facebook
Compartir

Amigos de Wagner Merije

  • Raul Goulart
  • Lula Ramires
  • Roberta Scatolini
  • Renata Aquino Ribeiro
  • Gladys Martinez Sosa
 

Página de Wagner Merije

Información de perfil

Rol
Otros
Usuario de Twitter
mvmob@twitter.com
Centro/Institución/Organización
MVMob - Minha Vida Mobile

Da união entre tecnologia e conteúdos podem nascer oportunidades de ensino significativas para o educador e o educando

Escrito por Wagner Merije e Roberta Scatolini, da equipe do projeto MVMob – Minha Vida Mobile: www.mvmob.com.br  

 

Car@s educadores(as),

Este é um convite para refletirmos e compartilhamos dicas, conteúdos e sugestões que contribuam para um trabalho pedagógico que inclua as “Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs)” em todos os espaços de ação educativa, sejam eles informais ou formais.

Procuramos introduzir a temática da educação e da tecnologia e situar o leitor sobre as possibilidades que esse encontro pode agregar a uma educação de qualidade.

O educador Paulo Freire (1921-1997) em seu livro “Pedagogia da Autonomia” afirmou nunca ter sido um apreciador ingênuo da tecnologia.  “Não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro”, dizendo não ter dúvidas sobre as possibilidades de colocar a tecnologia a favor da curiosidade dos estudantes. Curiosidade que, segundo ele, “convoca a imaginação, a intuição, as emoções, a capacidade de conjecturar, de comparar, na busca da perfilização do objeto ou do achado de sua razão de ser” (1996, p.88), algo que ele considerava imprescindível para uma prática educadora emancipatória.

Hoje, 15 anos após essa reflexão, vivemos num mundo cercado pela tecnologia, onde nossas crianças e jovens já nascem rodeadas por essa cultura, tornando nosso cotidiano praticamente inimaginável sem as tecnologias da informação e da comunicação. Surpreendentemente, até mesmo algumas comunidades tradicionais, como quilombos e povos indígenas, têm se organizado em rede para contar e compartilhar sua cultura.

A disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provocam reações variadas nas gerações anteriores ao advento tecnológico e também nos educadores.

Qual desses sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos? 

Se você se identificou com mais de uma alternativa, não se preocupe. Por ser relativamente nova e, aparentemente tão complexa, a relação entre tecnologia e a escola ainda está bastante confusa e conflitante.

Para ajudar a superar esse mal-estar propomos duas questões iniciais:

1ª: Quando usar a tecnologia no espaço educativo, que não se limita a sala de aula?

2ª: Como utilizar essas novas ferramentas e possibilidades? 

 

É válido estabelecer esse diálogo da tecnologia com a educação quando ela vem pra colaborar com uma educação emancipadora, agregando aos conteúdos curriculares e à formação ética do educando.

Para isso, faz-se necessário ir além do manuseio de power points, jogos de computadores e outros aparelhos - que também são recursos interessantes para o processo de ensino-aprendizado. É preciso usar essa tecnologia no intuito de promover a transição de um estudante receptor passivo de conteúdos para um produtor de conhecimentos, que faça uso consciente dos recursos tecnológicos e não seja escravizado por eles. Assim contribuiremos com a democratização da produção cultural. Mais importante do que quando usarmos é o como usarmos.

Da união entre tecnologia e conteúdos podem nascer oportunidades de ensino significativas para o educador e o educando.

Mas para isso, é preciso que vocês, educadores, tenham a oportunidade de desmistificar essa nova linguagem, conhecendo-a com mais profundidade, apropriando-se dela e encontrando o sentido pedagógico que ela oferece.

Para contribuir para essas possibilidades é preciso oferecer formação técnica adequada para os professores, contribuindo com a qualidade da educação e valorização da cultura brasileira. Vamos experimentar?

 

A Educação e a Cultura Móvel

A sinergia entre cultura, tecnologia e educação é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano. Estimular a apropriação dessas possibilidades é  promover a infoinclusão por meio da educação, cultura e arte.

Quando a questão é a inclusão digital, o celular tem papel fundamental, pois enquanto o Brasil contabiliza cerca de 85 milhões de computadores conectados à internet, ainda com restrições de poder aquisitivo, o celular atinge a marca de mais de 200 milhões de aparelhos nas mãos de todas as classes sociais. (Fonte: FGV e Anatel, maio 2011) O que torna essa ferramenta muito mais democrática.

Com a chegada dos ‘smartphones’ (celulares inteligentes), com 3G (terceira geração de telefonia), providos de tecnologia e aplicativos multifuncionais capazes de transformá-los literalmente em computadores de bolso, o celular ganha ainda mais importância no processo de inserção ao mundo digital. E na vida de todos, jovens e adultos, estudantes e educadores.

Essas potencialidades dos aparelhos celulares permitem que os estudantes desenvolvam diversas capacidades e habilidades importantes para sua relação com o mundo. As atividades do projeto MVMob-Minha Vida Mobile propõem o exercício da interpretação, síntese, categorização, criticidade, organização, relação grupal, autonomia, criatividade, num processo de articulação da alfabetização visual com os saberes da prática social dos educandos.

E tudo isso de uma maneira mais prazerosa e envolvente para os estudantes, pois inclui um objeto que faz parte da sua cultura cotidiana e que ele têm intimidade: o celular. E, nesse sentido, novas possibilidades se anunciam no mundo mobile (móvel).

Com conhecimento e planejamento adequado, será possível desenvolver novas tecnologias de produção cultural acessíveis a uma maior camada da população, ampliar os canais de comunicação e incentivar o intercâmbio de estudantes, educadores e escolas na troca de experiências. E quem sabe ainda apontar caminhos profissionais para os estudantes por meio da criação artística.

 

Papel do educador na era digital

O educador tem o papel de mediar o conhecimento e a experiência vivida do educando. É ele quem tem a preparação técnica de planejar uma atividade, com clareza de seus objetivos, conteúdos, organização do tempo, recursos disponíveis e promovê-la aos educandos.

Ao contrário do que muitas pessoas anunciam, o educador jamais será substituído pela tecnologia. Pelo menos dentro de uma concepção de educação libertadora, onde a tarefa do educador comprometido
continua sendo a de problematizar. Propor perguntas que façam seus educandos refletirem, seja a partir da internet, do jornal, da TV, dos livros didáticos, enfim de qualquer mídia.

Deve-se perguntar sempre: de quem veio essa informação? Quais são os interesses de quem a divulgou? De que forma ela representa o mundo? É confiável? Como podemos comparar essa informação com outras fontes? Também é preciso estimular a leitura da linguagem imagética, porque ela vem imbuída de valores e padrões culturais que determinam concepções de mundo e de sociedade, reafirmam preconceitos e, na era do marketing, vendem produtos e ilusões, na busca pelo lucro.

Além disso, o educador tem o papel de oferecer conhecimentos necessários aos estudantes para que eles dêem suas próprias opiniões. Esse profissional tem de socializar os fatos e, principalmente, ensinar seus educandos a buscar informações, a pesquisar, para que não incorram no risco de acreditarem, por exemplo, num site que diz que a Ditadura no Brasil nunca aconteceu.

Além de que, acreditamos numa pedagogia que se constrói na confiança do grupo, por meio de formação de vínculo e afetividade, o que requer relações humanas.

Possibilidades práticas

5.1. Como começar

a)           Investigue o que os estudantes conhecem sobre mídia e como se relacionam com ela.

b) Faça um levantamento dos recursos de que a escola/instituição dispõe. Relacione computadores, televisores, aparelhos de vídeo e DVD, máquinas fotográficas e de vídeo, celulares, gravadores de voz e microfones. Todos esses equipamentos podem ser ferramentas de ensino e devem ser disponibilizados para os educadores e educandos Não dá para ter um controle autoritário do uso. Empregar novas mídias para favorecer a aprendizagem é falar em processos de criação. Por isso, o ponto de partida é a liberdade de acesso, com responsabilidade é!

c) Familiarize-se com o básico do computador e da internet: conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do saber mínimo.

d) Antes de iniciar seu plano de ação, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na atividade.

e) Mapeie os educadores e educandos que possuem recursos tecnológicos e suas capacitações técnicas, pois serão ótimos aliados e parceiros. A parceria não diminui a autoridade do educador. A apropriação do saber da sua área e sua postura de educador permitem que  seja respeitado pelos seus educandos. Além de que, é uma oportunidade de ensinar a solidariedade e a construção coletiva de conhecimentos.

f) Promova a capacitação da equipe pedagógica. Se ainda há estranhamento nos aparelhos ou até no manuseio de um mouse, isso não é motivo de vergonha. Crie um espaço para a formação dentro do horário coletivo de trabalho e passe a refletir a montagem de projetos usando novas mídias. Aproveite sempre os saberes dos educadores que já dominam as linguagens para compartilhar com  os demais.

 

Para saber mais 

. Acompanhe as redes como o MVMob (www.mvmob.com.br) e troque ideias com os educadores, estudantes e demais criadores participantes. 

. Cursos como os oferecidos pelo Proinfo (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) do Ministério da Educação são boas opções. Saiba mais: http://portal.mec.gov.br

. Procure tutoriais na internet e textos que expliquem passo a passo o funcionamento de programas e recursos. Seja um educador pesquisador!

 

Compartilhando algumas experiências

1. Jornal periódico da instituição no celular e na internet, do texto à finalização: os educadores podem pensar em projetos que envolvam todas as disciplinas e fazer um planejamento compartilhado. Em História, os alunos podem produzir notícias sobre algum período histórico, por exemplo. Em Matemática, podem criar um encarte feito com fotos de celular com desafios de lógica. E em Ciências, podem produzir reportagens sobre higiene e prevenção de doenças. Vale pensar em alternativas INTERdisciplinares.

2. Redes sociais com personagens históricos: que tal propor e acompanhar os estudantes na inserção de personagens históricos nas redes sociais? Um perfil de Tiradentes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Einstein, Portinari e tantos outros. Pesquisar pessoas importantes na história da sua comunidade também pode ser uma boa. O importante é sempre partir de um projeto de pesquisa organizado!

3. Experimentar com o áudio: criação de uma rádio, montar áudio-livros, interpretar personagens e fatos, narrar acontecimentos, descrever a paisagem do entorno da escola e da comunidade. Em muitas dessas etapas pode-se usar o celular. Com o áudio, a imaginação do ouvinte vai longe. Explore paisagens sonoras!

4. Uma imagem vale por mil palavras: a fotografia tem uma grande força expressiva, e vários exercícios podem ser feitos, como retratar a turma, fotografar os equipamentos da escola para preservação, resgatar imagens antigas para socializá-las para mais gente, mapear a fauna e a flora do entorno etc.

QUANDO pensamos os celulares como mídia,  faz-se necessário compreender que, como todo meio de comunicação, este requer uma técnica e uma estética específica. Não é o caso de compará-lo com TV, cinema e rádio, dentre outros, mas vê-lo como algo dinâmico, fruto da convergência, capaz de promover a integração com e entre as outras mídias.

Essas questões devem ser consideradas quando se elabora qualquer um dos trabalhos aqui propostos.

Desse modo, quando criar vídeos e áudio, considere que trabalhos curtos trazem vantagens, seja no momento da produção, finalização, apresentação no celular e publicação na internet e outras mídias.

Cada linguagem e celular possuem formatos de arquivos específicos. Na hora de finalizar o trabalho talvez seja necessário fazer a conversão e a compactação desses arquivos. Se ligue!

 

Cuidados com velhas atitudes que boicotam o uso das TICs

. A falta de profissionais para trabalhar no laboratório de informática não pode ser motivo para abdicar desses recursos. Que tal fazer um projeto com alunos monitores? Isso pode ajudar no comprometimento com as atividades.

. Não tem laboratório de informática? Sem problemas! Instale uma rede sem fio e crie ambientes de aprendizagem com computadores e celulares portáteis – para o uso dos educandos e educadores.

. Seja qual for o espaço, que seja aberto e ofereça condições de uso! Os equipamentos precisam de manutenção e atualização.

. Construa coletivamente regras de uso de sites e comunidades virtuais e eleja alguém para gerir o acesso e a organização das atividades dentro e/ou fora do espaço digital.

 

Vá trazendo a linguagem digital para mais perto... Devagarzinho!

. Que tal substituir a velha correspondência com os responsáveis por e-mails personalizados? Você pode construir arquivos para o acompanhamento das aprendizagens dos educandos e até criar uma comunidade virtual para compartilhar o resultado das reuniões de planejamento. No portal do MVMob você pode criar um perfil para compartilhar as novidades da escola. Só não se esqueça de fazer aquele levantamento anterior, sobre acesso dos estudantes e suas famílias às mídias, para não excluir ninguém!

. Integre a comunidade: é importante criar redes de relacionamento e cooperação com o entorno. Muitas vezes a escola/instituição de ensino é o único lugar onde o jovem tem acesso à tecnologia. Por isso, ela precisa dar a ele os instrumentos para a socialização e inserção no mercado de trabalho.

 

A ética digital

A internet é um espaço social. Ainda que num plano virtual, mas trata-se de um território permeado pelas relações humanas e suas implicações. Por se tratar de algo novo, ainda há muitas opiniões diferentes e ações que geram polêmicas sobre as permissões e limitações de uso dessa mídia. Portanto, quando decidimos trabalhar com o mundo digital precisamos incluir essa discussão nos nossos conteúdos.

 Educadores e educandos devem estar cientes sobre as regras para uma navegação segura e respeitosa. O que pode se transformar numa interessante oportunidade para debatermos diversidade cultural, direitos humanos, direitos e responsabilidade autoral, entre outros assuntos que são conteúdos curriculares obrigatórios e fundamentais na formação dos sujeitos. Além disso, é dever dos adultos proteger as crianças e adolescentes (ECA, 1990).

Reflita com a turma sobre o conteúdo de blogs e fotoblogs. Questione sobre qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica e irá responder por isso.

Pesquise materiais sobre orientações de navegação e traga para o espaço educativo. Assim como as notícias polêmicas sobre os usos inadequados.

Faça desse momento uma oportunidade pra estudar ética com seus educandos!

 

 


Referências bibliográficas

CARVALHO, J. de S. Redes e comunidades: ensino-aprendizagem pela Internet. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 1999. (Série cidadania planetária; 4)

COSCARELLI, C. V. & RIBEIRO, A.E. (orgs.) Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. Belo Horizonte: Ceale; Autêntica, 2007.2.ed.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

________. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 45. ed. São Paulo, Cortez, 2003.

LÉVY, P.. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999.

 

 

Links de trabalhos audiovisuais sobre as TICs - Tecnologias da Informação e da Comunicação - em sala de aula.

Assista, reflita, discuta, compartilhe com os colegas e seus alunos. Proponha trabalhos sobre o que eles apreenderam do que foi visto e discutido.

 

O uso das tecnologias em sala de aula -www.mvmob.com.br/Merije/video/2983

 

Função Docente no século XXI - Tecnologia e Educação

www.mvmob.com.br/Merije/video/2987

 

 

Sobre os autores:

Wagner Merije é gestor cultural, arte-educador, jornalista e realizador audiovisual. Tem cursos de Formação e Especialização no Brasil e na Inglaterra. Trabalha com projetos com celulares desde 2003. Na área de arte-educação audiovisual, criou e faz a gestão do MVMob.

 

Roberta Scatolini é mestranda em Psicologia da Educação, pela PUC/SP, desenvolvendo pesquisa na área de teatro e corporeidade.

É psicóloga, atriz, arte-educadora e assessora pedagógica do MVMob. Antes trabalhou como coordenadora pedagógica do Instituto Paulo Freire (SP). Tem experiência com diversas linguagens artísticas no campo da educação e atua e pesquisa na área do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, desde 1998.

 

Muro de comentarios (1 comentario)

¡Tienes que ser miembro de Encuentro Internacional de Educación 2012 - 2013 para agregar comentarios!

A las 5:22pm del octubre 9, 2011, Renata Aquino Ribeiro dijo...

Parabéns pela participação no evento abaixo. Incluí informações de outros brasileiros participantes.

 

Minha Vida Mobile debate com @merije até 20out http://bit.ly/qVtiaa #FT_EIE11 #ECDigital @mvmob

FB Merije http://on.fb.me/qxdKDy

FB MVMob http://www.facebook.com/mvmob

Membro - http://bit.ly/oVnsNS

 

Desafios da mobilidade - vídeo do debate com @merije @edson2901 @renataaquino http://ht.ly/6RDpO #FT_EIE11 #ECDigital

FB Merije http://on.fb.me/qxdKDy

FB MVMob http://www.facebook.com/mvmob

Membro - http://bit.ly/oVnsNS

Edson

Membro - http://ht.ly/6RDwt

 

Programação Brasil no Encontro Educarede - http://ht.ly/6RNBA

Confira alguns eventos e grupos de debates com educadores brasileiros

Divulgue no twitter e no facebook
Não esqueça as tags #FT_EIE11 #ECDigital

 
 
 

Nuevo Proyecto Fundación Teléfonica

EXPERIENCIAS EDUCATIVAS SXXI

¿Quieres conocer las últimas experiencias educativas? Asómate al nuevo proyecto de Fundación Telefónica

Encuentro Internacional Educación

imagem enlace à vídeo

Álbum fotográfico

Insiders

imagen enlace a la página de los insiders

imagem enlace à página dos insiders

© 2020   Creada por Encuentro Educación 2012 - 2013.   Con tecnología de

Insignias  |  Informar un problema  |  Términos de servicio