A emoção de ensinar a aprender com emoção #ft_eie11

Todo indivíduo que senta num banco escolar se torna aluno independente da idade que tenha ou do curso que frequente seja ele Pré-escolar, ensino fundamental, médio ou uma Pós-graduação, um Mestrado ou qualquer outro. Quando este aluno vai para a escola o seu objetivo maior é receber conhecimento. Este “receber conhecimento”, na maioria das vezes, tem caráter tradicional onde o professor fala e o aluno escuta e anota para mais tarde estudar em casa. Ao estudar suas anotações conclui que muitas explicações foram dificílimas de se entender e muito fáceis de serem confundidas ou até mesmo esquecidas.

As perguntas “como foi mesmo que o professor explicou? Para que serve mesmo isto? Será que isto é importante?” São freqüentes na maioria dos estudantes. Esta situação, posso afirmar, é regra e não exceção como pode parecer.

Para que o aluno possa entender as informações recebidas, o professor terá que usar um recurso infalível – a emoção.

Sabe-se que uma situação de emoção (tanto boa quanto ruim), só precisa acontecer uma única vez para ficar registrado em nosso cérebro. Não é preciso ficar preso no elevador, 21 vezes, para se ter receio de andar nele e nem será preciso que se prepare 21 festas surpresas de aniversário para que se tenha boas lembranças dela.

O mesmo deve acontecer com o aprendizado.

Uma aula ministrada com emoção é uma aula com entendimento. Nada se realiza se não passar do cérebro para o coração. Como cita Paulo Freire “ser sábio é saber que nenhuma mudança é possível sem a magia do amor”. E o que é a emoção senão sentir o amor!

O ser humano é o único animal pensante. Ao contrário dos outros bichos não precisa desenvolver o físico para sobreviver. A sua sobrevivência depende da sua inteligência.
Todo o progresso que hoje desfrutamos foi oriundo do pensamento humano diante de uma necessidade iminente.

O pensamento tira o homem da inércia.

Hoje esta herança do progresso é passada para as crianças de forma lúdica através dos brinquedos que reproduzem em miniaturas os recursos tecnológicos de que dispomos.
É comum vermos meninas quando estão brincando de casinha, ao invés de fazer comidinha no fogão, como brincavam as crianças de 50 anos atrás, colocam a comida pronta no microondas apenas para aquecer. Também não saem com o carrinho de supermercado para fazer compras. Usam o telefone ou o computador de brinquedo para encomendar o que precisam e ficam aguardando a entrega. Os meninos manuseiam com agilidade os brinquedos eletrônicos e na telinha dos mesmos vivenciam situações futuristas.
Como então podemos continuar a ministrar aulas nos moldes do “eu falo e você escuta?”.

O professor ao preparar sua aula deve propor situações problemas, dentro do assunto em voga, de forma que os alunos possam pensar, raciocinar e criar situações novas para solucioná-los.

Este recurso faz com que o professor trabalhe com o emocional dos alunos. Não deve, de forma alguma, este tipo de atividade ser avaliada através de nota. Isto poderia comprometer a espontaneidade do aluno em se manifestar. Há não muito tempo atrás, nas provas aplicadas pelo professor para avaliação de conhecimento, este exigia que a resposta dada fosse exatamente da forma como estava no livro. Se por ventura o aluno respondesse de maneira diferente, talvez até por insegurança do próprio professor, este considerava errada a resposta e lhe era atribuída nota “vermelha”. Não havia uma preocupação do professor em tentar entender o raciocínio usado.
Com este tipo de comportamento a criatividade das crianças era castrada. Havia aqueles mais audazes que por terem convicção do que estavam fazendo tentavam argumentar, mas ao invés de serem ouvidos eram punidos por indisciplina e muitas vezes rotulados como crianças com “problemas de aprendizagem”.
A nota tem que ser uma conseqüência e não uma finalidade Então! Qual caminho a seguir?
Deve-se ter sempre em mente unir conteúdo e prática. É a conhecida "significação".

De que adianta sabermos algo se não sabemos onde e como usá-lo! Ao explicarmos as quatro operações, devemos vivenciar isto fazendo compras num supermercado improvisado na própria sala de aula onde o aluno multiplica o preço de um litro de leite pelos 3 litros que quer comprar. Divide uma “promoção” de leve três e pague dois e depois compara o resultado com o preço unitário do produto fazendo com que raciocine se realmente há vantagem nesta compra. Ensine a somar todos os produtos comprados para que ele saiba o quanto custou tudo aquilo e a subtrair para obter o troco.
Se a matéria for História “conte” não só mencionando o nome das pessoas em questão. Dê vida a eles. Represente com os alunos. Improvise um teatro vivenciando aquele episódio tão importante.  Use a tecnologia, um blog por exemplo, e proponha que cada aluno se manifeste como se aquele personagem fosse, revivendo toda a trajetória daquele fato histórico. Não é preciso ensaiar, você dá as coordenadas. Eles entram com o “concreto”. Situe-os no tempo não só mencionando datas, mas faça com que se imaginem trajando as vestes daquela época. Situe-os no mapa para saberem exatamente onde fica localizado este lugar em que se passou este momento da História. Mencione a importância deste acontecimento nos dias de hoje.
E assim por diante.
Em cada matéria procure explorar ao máximo os recursos que tiver e que criar, procurando sempre interagir com a classe.
Surpreenda-os!
Crie nos seus alunos a expectativa de: Como será a aula de hoje!
Motive-os a pensar, a raciocinar.
Inspire-os para que entrem em situação de criação.

Ao professor que dá uma aula recheada de emoção lhe será dada a resposta maravilhosa com os resultados obtidos pelos alunos que aprenderam com emoção.

Não devemos esquecer nunca que a continuidade da evolução está nas mãos dos nossos alunos de hoje.

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