Família X Adolescente/jovemX Estado- (A dicotomia: conservadorismo e evolução)- Parte III

Reflitamos, portanto, quando um educando agride o educador em sala de aula,ou torna-se um usuário de drogas, ou executa um ato infracional; atualmente podemos dizer que este educando (anestesiado pelo mundo virtual), exclui-se da responsabilidade individual,  ou  acredita que é preparado e não aceita críticas sobre si (também apresenta fagilidades psíquicas). Antes afirmava-se que a agressividade do indivíduo era produto apenas da auto-estima baixa, mas hoje  se conclui, que tanto a auto-estima baixa quanto a auto-estima alta trazem  em si arraigadas fragilidades psíquicas. Logo, não se deve generalizar que o comportamento agressivo dos adoslescentes/jovens é produto único da baixo auto-estima, pois  pesquisas recentes constatam que o nivel alto de auto-estima  é igualmente prejudicial.

Qual a solução e o desafio para educar este adoslescente/jovem?

“ (...) Devemos procurar, por quais vias remanescentes, reconstruir o nosso sistema de ensino com conhecimento em vez de “auto-estima” como produto. Há uma centena de pequenas formas que podemos ajudar a próxima geração a não cair completamente na armadilha que está sendo preparada. Ao que me parece, o nosso trabalho consiste no que Platão chamou anamnese – a derrota do esquecimento. Não podemos pedir aos jovens que vivam como vivíamos ou valorizem o que valorizávamos. Mas podemos encorajá-los a ver do ponto de vista de como vivemos, e reconhecer que a liberdade sem responsabilidade é, no final, um ativo vazio. Podemos contar-lhes histórias das antigas virtudes e ampliar sua simpatia com um mundo em que o sofrimento e sacrifício não eram as coisas puramente negativas como são representados pela cultura do consumo, mas uma parte imóvel de qualquer felicidade duradoura. Nossa tarefa, em outras palavras, é agora menos política do que cultural – uma educação da simpatia, que exige de nós virtudes (como a imaginação, a criatividade, e um respeito pela alta cultura) (...)” ( Carvalho, 2012)

Restaurar as emoções, os valores das pequenas coisas e os sentidos originais desses jovens, eis a questão.

“(...)Temos que aceitar que não é mais possível governar os jovens pelos métodos usados para governar (...)E assim é a situação hoje. O estado aumenta e a responsabilidade individual diminui, independentemente se liberais, socialistas ou conservadores estão no governo; independentemente do legado social e político e independentemente de qual facção intelectual parece estar ganhando a batalha de idéias.” ( Carvalho, 2012)

 

Em suma: Educar para sensibilidade é a chave que abre a porta para o futuro.


”A educação do sensível significa voltar a nossa atenção para aquele saber primeiro que veio sendo relegado em favor do conhecimento intelectivo. Isto ocorre não só no âmbito escolar mas também no familiar de nossa vida cotidiana. Nossa tarefa como educadores é, ou deveria ser, desenvolver e refinar os sentidos. Hoje, tal tarefa se mostra urgente para tornar o mundo mais humano, menos violento, mais solidário, mais amoroso (como nos dizia o mestre Paulo Freire).” ( Chaves,Iduína)

BIBLIOGRAFIA:

      ________________A família em busca de extinção. Publicado no Diário do Comércio.-Escrito por Olavo de Carvalho,  02 Outubro 2012. Disponível em: a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/13462-a-familia-em-busca-da-extincao.html">http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/13462-a-familia-e... > Acesso Em 14 de outubro de 2012.

      ________________Autoritarismo x Permissividade-  Élson Mota, Ano VII- Nº 97 – Abril de 2005. (* Élson Mota, é médico e faz parte do corpo clínico da Napades – Medicina do Comportamento, clínica da Dra. Ana Beatriz B. Silva, autora dos livros Mentes Inquietas, Mentes & Manias e Sorria, Você Está Sendo Filmado). Editora Gente. Disponível em: a href="http://www.jornaldosite.com.br/arquivo/anteriores/elsonmota/artelsonmota97.htm">http://www.jornaldosite.com.br/arquivo/anteriores/elsonmota/artelso...>  Acesso em 14 de outrubro de 2012.

      BERTOLDO, Janice Vidal. Limites – um olhar sobre seu significado. Revista Saúde Interativa n. 21, ano 4. Santa Maria, RS, setembro/outubro de 2005.

      CHAVES, Iduína Mont´Alverne.Vestida de azul e branco como manda a tradição., cultura e ritualização na escola. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.

      CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

      DEMO, Pedro. Política social, educação e cidadania. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1996

      DUARTE JR., João Francisco. O sentido dos sentidos, a educação do sensível. Rio de Janeiro: Criar edições ltda, 2001.

      _______________ Entrevista concedida por email em outubro de 2004 ao CRE Mario Covas/SEE-SP. Disponível em: a href="http://www.slideshare.net/afermartins/antonio-novoa-10838127">http://www.slideshare.net/afermartins/antonio-novoa-10838127> .Acesso em 9 de outubro de 2012.

      ________________ Excesso de auto-estima pode fazer mal saúde. Disponível em: <Fonte:http://www.cmba.org.br/artigos/acupuntura/Excesso-de-auto-estima-po...; acesso em 14 de outubro de 2012.

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