Família X Adolescente/jovemX Estado- (A dicotomia: conservadorismo e evolução)- Parte II

Como a família não reconhece e não desempenha  a sua função na formação afetiva do indivíduo, o Estado por sua vez é incapaz de realizá-la, por sua superficialidade gerada pelas relaçôes mecânicas, originadas do seu aspecto racional-burocrata. Por consequência deste fato, podemos ver em nossos educandos  uma perda de sentido pela vida, e nós educadores escutamos todos os dias: Para qué aprender isto?

O Estado culpa a nós educadores pela apatia de nossos educandos,  pela massiva evasão escolar. Esquecendo-se que não é competência do mesmo, a for

-mação integral dos valores e da afetividade do educando. Destaca-se portanto, o que  pode haver  é uma soma de valores (educando e Instituição de ensino), mas esta  última não substitui o núcleo familiar (ainda que este se encontre fragmentado) na formação  integral do indivíduo.

“Max Weber descreve esse processo como um capítulo essencial do “desencantamento do mundo”, em que a perda de um sentido maior da existência é mal compensada por sucedâneos ideológicos, pela indústria das diversões públicas e por uma “religião” cada vez mais despojada da sua função essencial de moldar a cultura como um todo. Nessas condições, assinala Weber, é natural que a busca de uma ligação com o sentido profundo da existência reflua para a intimidade de ambientes cada vez mais restritos, entre os quais, evidentemente, a família nuclear. Mas, na medida mesma em que esta é uma entidade jurídica altamente regulamentada e cada vez mais exposta às intrusões da autoridade estatal, ela deixa de ser aos poucos o abrigo ideal da intimidade e é substituída, nessa função, pelas relações extramatrimoniais.” ( In Carvalho, 2012)

A “Crise de gerações” nasce e enumera diversos exemplos negativos praticados em nossa atualidade através: do consumismo materialista, do abandono de crianças e idosos, do desacato crescente às autoridades, do individualismo exarcebado, da indiferença, da corrupção, a ponto do ser humano tonar-se um um sociopata em potencial (incapaz de viver em sociedade). A substituição da autoridade familiar pelo poder impessoal da burrocracia tem construido cada vez mais uma sociedade aos moldes egocentrista e pragmática.

“Separada da proteção patriarcal, solta no espaço, dependente inteiramente da burocracia estatal que a esmaga, a família nuclear moderna é por sua estrutura mesma  uma entidade muito frágil, incapaz de resistir ao impacto das mudanças sociais aceleradas e a cada “crise de gerações” que as acompanha necessariamente. Longe de ser a morada dos valores tradicionais, ela é uma etapa de um processo histórico-social abrangente que vai em direção à total erradicação da autoridade familiar e à sua substituição pelo poder impessoal da burocracia.” ( Carvalho, 2012)


        Para completar “o drama moderno”, a tecnologia mal utilizada somada ao poder impessoal burrocrata (já que as famílias não assumem o seu papel), Vemos exemplos claros do “papel de autoriade  familiar” exercida pelo Estado por meio das novas propostas de legislações atuais como: “ Lei da Palmada”, “ECA”, “redução da maioridade para voto”, entre outras; que nem sempre refletem os “anseios” do povo. Têm construído uma decadente realidade: em nossas salas de aula, há jovens sem sonhos que almejam permanecer no mundo “anestésico virtual”, sem visualizar um futuro e tão pouco dispostos a fazer algum sacrifício para conquistá-lo.

“Quando o regime de auto-policiamento da moralidade se quebra, o Estado deve assumir o comando da bagunça e resgatar as vítimas – tanto as vítimas passivas, como os órfãos de relações casuais, como as vítimas voluntárias que escolheram a dependência do Estado como a opção mais fácil.... os efeitos da tecnologia recente: os cérebros humanos agora estão saturados por mensagens efêmeras, enquanto as relações humanas foram transferidas do mundo real para o virtual.... O espaço virtual é mercurial, demoníaco, um espaço de transformações que não podemos controlar. Ao viver com os olhos fixos nesse espaço, você adquire uma mentalidade que não tem precedente real nos anais da humanidade. Os jovens, portanto, acham difícil visualizar o futuro como algo pelo que são responsáveis, e que os obriga a fazer sacrifícios em seu nome.”  ( Carvalho, 2012)

Aí surge o mito da auto-estima como produto das práticas de ensino. Quando se diminui a responsabilidade individual perante a sociedade (o que eu faço pode contribuir para um mundo melhor.), exclui-se a estima do educando. Portanto, se há excesso de estímulos, enganamos as futuras gerações, afirmando que estão devidamente preparadas; destaca-se: que o excesso dessa auto-estima também é prejudicial,pois leva a destruição do mecanismo de auto-crítica do aluno.

Segundo o artigo a seguir:

“Em uma época em que a auto-estima elevada é tão valorizada, psicólogos da Universidade da Geórgia, Estados Unidos, alertam que, em excesso, essa qualidade é tão prejudicial quanto sua falta. Publicado no Journal of personality, o estudo comprovou, cientificamente, algo que já faz parte do conhecimento da maioria das pessoas: o excesso de confiança em si mesmo está associado à fragilidade psíquica. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil psicológico de 100 estudantes universitários por meio de questionário e entrevistas. Os resultados revelaram que tanto o excesso quanto a falta de auto-estima deram origem a reações semelhantes quando os indivíduos foram submetidos a criticas sobre seu comportamento, principalmente autodefesa verbal exacerbada e tendência a culpar os outros pelas próprias falhas. Já os jovens com auto-estima moderada pareciam mais seguros e menos ameaçados por comentários desfavoráveis sobre suas atitudes. Os autores concluem que uma auto-imagem positiva é importante para o bem-estar físico e psicológico, desde que não prejudique a autocrítica.”

(fonte: Excesso de auto-estima pode fazer mal saúde.<Fonte:http://www.cmba.org.br/artigos/acupuntura/Excesso-de-auto-estima-po... 2009)

 

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