Gestão da Aprendizagem na educação com o uso das tecnologias

 

 Gestão da Aprendizagem na educação com o uso das tecnologias

Ada Mariza Tobal, Dra.


Aprender é algo complexo que requer muito mais que tecnologia. A educação deve levar o sujeito a pensar, criar, inovar e participar, isto é, as políticas públicas que partirem desta premissa, contemplando os processos intelectivos, como aliados nos avanços da ciência da informação e da comunicação, mais as práticas sociais que resultam das aprendizagens informais ou espontâneas, têm-se então um conhecimento muito mais significativo e representativo dos anseios e necessidades dos grupos de aprendizes e da sociedade.
Considerando, que as tecnologias disponíveis aplicadas à educação pública, e disponibilizadas por meios de programas e projetos institucionais, desconsideram muitas vezes as condições em que ocorrem os momentos de aprendizagem e de ensino, tornam irrelevantes os esforços de alunos e professores, o que de certa forma justifica o olhar de desconfiança entre os gestores, pois se trata de algo novo e que carece de credibilidade.
Entretanto, as mídias digitais colocam-se como imperativo e mudam drasticamente as formas de aprender e de ensinar criando, então, a necessidade de práticas inovadoras por parte de gestores e educadores. Incorporar a cultura cibernética significa adotar as tecnologias como algo que veio para apoiar e facilitar a comunicação, bem como o fluxo de informação. Aprendentes e educadores se apóiam mutuamente, com objetivos comuns à aprendizagem de todos, resultantes de conhecimentos construídos e compartilhados.
A partir do papel que cada instituição ou gestor atribui ao professor/educador, pode-se dizer que a educação está para a aprendizagem assim como as tecnologias estão para o desenvolvimento da sociedade, basta utilizá-las de maneira adequada e com foco no crescimento do aluno Aos governos cabe revitalizar os espaços escolares com estruturas físicas e tecnológicas de acordo com o modelo social contemporâneo, propiciando a formação de cidadãos bem mais preparados para a vida do labor e do lazer. Ressiguinificar a existência humana é a princípio dever da escola e da família, as ferramentas tecnológicas chegam para contribuir, como meio e nunca como fim.
Com este entendimento de gestão, a aprendizagem dos sujeitos torna-se mais dinâmica e produtiva, a escola um espaço de criação e devir, pois os atores envolvidos navegam na mesma onda, sujeita a turbulência e ressacas. A equipe gestora terá como desafio o ir e vir em nativos e migrantes.
O gestor destes novos tempos deve iniciar um processo de aprendizagem colaborativa, que diz respeito ao uso pedagógico das TIC, investir na formação continuada do grupo de trabalho, que segundo a literatura, quanto menor, maior o grau de exigência dos envolvidos, e também as diferenças de nível ou grau de estudos realizados, que se bem trabalhados contribuem para o crescimento individual e da equipe como um todo.
Quer dizer que, tanto educadores, como alunos ou gestores, tem condição de aprender sempre, e que as tecnologias aplicadas à educação podem se bem otimizadas, mudar o cenário educacional em curso. As políticas voltadas ao desenvolvimento do ensino público precisam ser elaboradas e implementadas com base nesta concepção. A instituição que pretende utilizar práticas democráticas precisa adequar-se ao a este modelo social, que está em formação permanente, mas nunca sem avançar.
A criação e aplicação de conhecimentos a partir da gestão democrática, mediada pelas tecnologias, deve ser tratado pelas instituições educacionais com muito mais consideração, pois significa abrir espaço para que os mais diversos segmentos da sociedade participem na elaboração de programas e projetos educacionais mais amplos e de gestões mais transparentes. Um exemplo são os consórcios e ou parcerias firmadas entre as instituições de ensino, que caminham a passos largos nesta direção, ou seja, abrir as portas das escolas para os avanços da ciência, possibilitando que as tecnologias contribuam para o desenvolvimento da sociedade e do cidadão, tornando o convívio entre os pares sociais mais igualitárias.
A busca pelo equilíbrio entre tecnologia e educação ainda é um desafio para todos, principalmente para os gestores, mas se quisermos transpor a barreira que domina as sociedades não tecnológicas, temos que fundamentar nossa prática em ações que resultem em mudanças significativas na área educacional. Aos governos como mantenedores, cabe aumentar os investimentos em tecnologias aplicadas à educação, infra-instrutora física dos espaços escolares e na formação adequada de gestores e educadores.

Ada Mariza Tobal, Dra.
ada@sed.sc.gov.br
Gerência de Tecnologias Educacionais/SED
10/12/2013

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Comentario

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Comentario de Ada Mariza Tobal el diciembre 10, 2013 a las 8:42pm

Este texto sobre a gestão das tecnologias na educação é apenas uma contribuição para reflexões futuras sobre o tema. ada

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