O blog como “gênero Estatal”- ( Política e História: da teoria à opinião)

 

Um pouco de História: Do DIP de Getúlio Vargas, passando pelo DOP do governo militar aos atuais sites governamentais, que não modificaram muito a sua função propagandista  populista, apesar da roupagem moderna sibernética, em nossos dias atuais.

O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) foi criado no Brasil em dezembro de 1939, em substituição ao DNP "Departamento Nacional de Propaganda" criado em 1938, este havia se originado do "Departamento de Propaganda e Difusão Cultural" (DPDC) que, em 1934, havia substituído ao Departamento Oficial de Propaganda (DOP), cuja estrutura obsoleta obrigou ao governo a ampliar sua abrangência. O DIP foi extinto em 1945, de modo que a criação, o objetivo e a história de todos esses departamentos se confundem com a Era Vargas. O DIP serviu para promover propagandas da política populista de Getúlio Vargas. O DOP e seu sucessor DPDC existiam desde 1931, mas tinham grandes limitações, eram antiquados e lentos, subordinados diretamente ao Gabinete do Presidente da República. O novo departamento, o DIP, era dirigido pelo jornalista e intelectual Lourival Fontesque já era direto do DNP. Depois de extinto, foi substituído pelo Departamento Nacional de Informações (DNI), que, por sua vez, seria substituído mais tarde pelo Serviço Nacional de Informações (SNI).” ¹(Fonte: Wikpedia: a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda%3E">http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda>; )

Os governos, independente da direção idelógica partidária, usufruem da internet para com o mesmo fim de tonar a presença estatal  tão onisciente quanto  em épocas anteriores. Num Estado de Democrático de Direito, onde o voto define a continuidade de correntes de poder no comando do país, o uso da propaganda como meio de perpetuação na administração governamental em todo mundo é fato. Nunca antes na história ( sic LULA) do mundo os meios de comunicação interferiram tanto na decisão de quem  comandará as rédias do poder mundial. Vemos por exemplo a  guerra propagandista  entre Hamas e judeus; Nos Estados Unidos: o presidente  Obama obteve êxito ao fazer o uso da internet para divulgar os seus programas; no Brasil  e  na  América Latina o investimento em propaganda  chega a ser avultoso o valor investido na estratégia de propaganda. Há inclusive na América inteira projetos de controle da internet e da mídia: O “SOPA” (nos Eua);no Equador, Argentina e Venezuela os conflitos pelo controle da mídia chegam a ser ofensivos aos olhos dos milhares de expectadores que presenciam a luta pela posse do “ microfone”.

Vejamos a seguir, a descrição sobre o projeto a Norte-americano que serve de inspiração aos países da América Latina e Caribe também. Recordando que na região do Euro há um projeto similar  chamado ACTA, conduzido pela Austria para votação no parlamento Europeu. Por fim, Rússia e China são países que querem ONU no controle da web, conforme publicado no G1  em maio deste ano ( 2012)²

“Las iniciativas de ley SOPA y ProtectIP que mañana se discutirán en el Congreso de los Estados Unidos, definirán el futuro de internet. Los promotores de esta iniciativa — los parásitos de siempre que se dedican a exprimir cada centavo de patentes y derechos de autor— han invertido mucho dinero para que se haga realidad la censura vía copyright.SOPA no solo afecta a Estados Unidos ya que lo que propone es bloquear a nivel DNS sitios (no solo alojados en EUA) que podrían infringir derechos de propiedad intelectual (aunque solo se suponga) o simplemente penalizar a un proveedor de servicios o intermediario que no ha hecho lo suficiente para detener a estos sitios. La técnica de bloqueo DNS es practicada por países como Siria, China e Irán. Al gobierno de Estados Unidos se le hace cada vez más díficil ocultar su lado represor.” ( JUÁREZ , Geraldine)³

No Brasil, recentemente há esta idéia movida por fins partidários, conforme publicado no Blog do Ex- ministro da Casa Civil. Dirceu diz que  a regulação da mídia é prioridade do PT em 2013.

”SÃO PAULO - O ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira, 5, em seu blog, a regulamentação da mídia no Brasil como uma das três prioridades do PT para 2013, ao lado da reforma política e da "desconstrução da farsa do mensalão". Dirceu citou entrevista coletiva concedida na última quarta-feira, 31, pelo presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, a correspondentes de jornais estrangeiros no Brasil, com a defesa dessa bandeira.
O partido faz muito bem em eleger esta regulação como uma das principais metas a serem conquistadas em 2013, ao lado da reforma política tão imprescindível ao País e da luta para desconstituir a farsa do mensalão", avaliou o petista que, em seguida, elogiou Falcão por ter apresentado o plano primeiramente aos correspondentes. "É bom que o Rui tenha falado a correspondentes estrangeiros, porque sabemos que a mídia nacional fará de tudo para ignorar a questão da regulamentação. À exceção dos momentos em que virá com o noticiário enviesado de sempre, para dizer que regulamentação é censura e ameaça à liberdade de imprensa", afirmou o ex-ministro no blog.”  ( Fórum Relidade*)

A Propaganda no Blog (Gênero estatal) pode ser de construtiva, destrutiva; Legítima o deslegítima conforme Toursinov. Outro detalhe, segundo o supracitado autor, toda propaganda tem a sua ideologia entrelinhas  e a sua comunicação tem o objetivo linear de manipular o receptor da mensagem.

“La propaganda como categoría semiológica, que consiste en la difusión de ideas por medio de la comunicación, está estrechamente vinculada con la manipulación (si no está basada en ella). En este sentido se puede asegurar que la propaganda y la manipulación son dos caras de la misma moneda. La primera representa el lado del significado del mensaje, su contenido, mientras que la segunda resulta ser su expresión.” (Toursinov, Antón A.)

O discurso Político possui em sua natureza a seguintes funções estratégicas: coerção, resitência, oposição e protesto; ocultação de informação, pode ser legítimo (oficial /do governo) e ilegítimo (não- oficial/ em prol ao governo)

“En la tipología discursiva cada tipo de discurso se caracteriza por sus propias funciones estratégicas. En caso del discurso político, Paul Chilton y Christina Schäffner proponen* las siguientes cuatro funciones estratégicas: coerción; resistencia, oposición y protesta; encubrimientos; y legitimación y deslegitimación.” (Toursinov, Antón A.)

 Segundo Toursinov a propaganda política pode acontecer em dois níveis: lógico e linguístico.A escolha da pessoa verbal (3º pessoa do Plural – nós e formas verbais correspondentes) para que o contra-poder (povo) se identifique com o destinatário (político), causando desta forma um impacto psicológio no inconsciente do receptor da mensagem, principalmente, quando há uma repetição  da forma linguística.

“La estructura formal de la manipulación puede ser dividida en dos niveles: nivel lingüístico y nivel lógico, aunque en la mayoría de las situaciones estos niveles son imposibles de segmentar. El fundamento de la estructura consiste en la victimización. Para que estas estructuras surtan efecto deseado, en primer lugar es necesario hacer que el destinatario (público, contrapoder, etc.) se identifique con el destinador (político). Para ello resulta muy conveniente el uso constante y reiterativo del pronombre nosotros y las formas verbales correspondientes lo que produce un impacto en el destinatario casi a nivel inconsciente.” (Toursinov, Antón A.)

O discurso propagandista destrutivo é aquele que resulta em idiotizar o objeto (povo), através da distração da atenção e na emotividade coletiva em vez da racionalização; ou  por meio da imposição estatal, sem dar espaços às idéias contrárias, criando uma figura de inimigo comum para o sitema com a finalidade de unir a população em torno de uma visão unilateral.

“Sin embargo, son la base de cualquier discurso propagandístico y vale la pena recordarlas: distracción de atención; crear problemas y ofrecer soluciones; degradación de las soluciones; idiotizar al público; basarse en el aspecto emocional en vez del racional; conocer al público mejor de lo que ellos mismos se conocen.”La propaganda totalitaria y autoritaria juega un papel destructivo, se basa en la imposición estatal, sin dar lugar a las ideas contrarias (y sin posibilidad de oposición), creando una figura del enemigo común para el estado y de esta manera uniendo a la población en torno a esta idea.” (Toursinov, Antón A.)

O discurso Propagandista Construtivo é aquele onde grupos de opniões opostas possuem a liberdade de usar os seus argumentos, mesmo estando envoltos de estratégias de manipulação.Por fim, os receptores têm a liberdade de escolher  de que lado estarão em meio ao diálogo.

  “Los dos grupos de opinión estructuran sus mensajes utilizando las estrategias de manipulación; no obstante, esta práctica periodística sí puede considerarse como propaganda constructiva por permitir al lector interesado comparar las dos versiones y, en caso de tener el lector la capacidad de razona-miento suficiente, sacar las conclusiones y hasta adherirse intelectualmente a uno de los dos grupos.” (Toursinov, Antón A.)

Em suma, a comunicação estatal  para ser uma propaganda construtiva deve dar espaço às polifonias da opinião pública (Vàrias Vozes). Caso um site, um Blog, ou outro elemento de comunicação governamental imponha o discurso estatal  sobre a  opinião pública, por meio das repressões das vontades das massas e da deslegitimização da oposição (despreciando as pluralidades de idéias), este veículo de comunicação revelará  que o atual governo tem a sua base no maquiavelismo estatal em vez de tê-la na democracia.

“En la política el concepto de manipulación a menudo es equivalente del maquiavelismo. Las asociaciones entre los dos términos no son en vano: la única forma de ejercer el poder absoluto es a través de la represión de la voluntad de las masas, el sometimiento de la opinión pública y la deslegitimación de la oposición.” (Toursinov, Antón A.)

Na educação a estratégia de propaganda estatal  sempre foi usada com sucesso, até mesmo com o apoio de personalidades até os dias atuais reconhecidas.

Além do DIP, esse objetivo era perseguido utilizando-se a máquina administrativa do Ministério da Educação. Gustavo Capanema, então Ministro da Educação, no entanto, utilizava-se de métodos mais sutis para mitificar a imagem do ditador, havendo contratado intelectuais do porte de Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, e, Candido Portinari, equipe ideologicamente bastante heterogênea, para trabalhar no ministério.” *(Fonte: Wikpedia)

O ideal  é que  a ação governamental  dê espaço às polifonias existentes nas instituições de ensino e localidade (representadas por professores, alunos e comunidade). Buscando explicitar em seu espaço midiático a  diversidade discursiva, fazendo o uso correto da propaganda construtiva. Afinal, cabe ao povo escolher o seu lado em meio à pluralidade de idéias.

¹Fonte: BLOG– ALTI040- a href="http://alt1040.com/2011/11/sopa-estados-unidos-decide-manana-el-futuro-de-internet">http://alt1040.com/2011/11/sopa-estados-unidos-decide-manana-el-fut....> Acesso em 21 de novembro de 2012.

²Fonte: G1 Notícias: a href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/05/governo-dos-eua-rejeita-controle-da-internet-pela-onu.html%3E">http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/05/governo-dos-eua-reje...;  Acesso em 21 de novembro de 2012.

³Fonte: Fórum Realidade:a href="http://realidade.org/forum/index.php?topic=27349.0">http://realidade.org/forum/index.php?topic=27349.0>  Acesso em 22  de novembro de 2012.

Fonte:a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda">http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda> Acesso em  20 de novembro de 2012.

Bibliografia:

Paul Chilton y Christina Schäffner, “Discurso y política,” en Teun A. van Dijk (comp.), El discurso como interacción social (Barcelona: Gedisa, 1997), p. 305.

 S. Albano, A. Levit y L. Rosenberg, Diccionario de semiótica (Buenos Aires: Quadrata, 2005), p. 152.

Turner Publishing, Inc. e Century Books, Inc. Nosso Tempo, Volume I; pg. 278. Editora Klick. 1995

 

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