O Globo, 13/09/2011

Leonardo Cazes

 

RIO - O computador grita, o celular vibra. É bate-papo no MSN, recado no mural do Facebook, mensagem direta no Twitter, tudo para tirar a concentração dos vestibulandos. Enquanto alguns viram as costas para a tecnologia e metem a cara nos livros, há quem diga ser impossível não ceder à tentação de ficar conectado. Professores apontam o meio termo como ideal, mas, na prática, é bem difícil encontrar esse equilíbrio.

No Colégio Palas, do Recreio, a tentativa de tirar proveito das redes sociais para estudar foi a criação de um grupo no Facebook pelos alunos do último ano, uma evolução da comunidade que já existia no Orkut.

- A primeira coisa que faço ao acordar é ligar o computador. E só desligo antes de dormir. Faço até grupo de estudos no Skype. No Facebook, as pessoas tiram dúvidas umas com as outras, e o site serve de "muro das lamentações" depois das provas. O pessoal também lembra as datas de inscrições de provas. Eu mesmo teria perdido vários prazos - conta Vinicius Pezza, um dos mediadores.

Apesar de sua turma permanecer unida até na internet, Igor Carvalho, colega de Vinicius, prefere ficar totalmente desconectado. A única coisa que não consegue evitar são os telefonemas aflitos nas vésperas de prova.

- Eu tenho Orkut, MSN, mas não entro em nada, só no e-mail da turma para ver o material que os professores mandaram. Se você entrar, fica preso: tem jogo, música, notícias, os amigos. Se cair na rede, é difícil sair - diz Igor, para depois admitir que também entra no Facebook, mas só para tirar as dúvidas da galera.

No Colégio Notre Dame do Recreio, os responsáveis por tirar o foco, especialmente das meninas, são os smartphones. Se os aparelhos vibram e apitam, elas não deixam mensagem alguma sem resposta. Mas sem exageros, elas juram.

- Eu usava mais no ano passado. Mas, este ano, eu estudo e fico on-line ao mesmo tempo. Inclusive coloco no Facebook quando estou estudando. Quando o celular apita com notificação, não tem como não responder - afirma Leticia Rondow, aluna do último ano da escola.

Marcos Junny, da turma de Leticia, abandonou completamente as redes devido ao vestibular. Sem tempo, o rapaz diz que, se fosse entrar no Facebook todo dia, viveria em uma greve de fome forçada.

- Eu passo o dia inteiro na escola, chego em casa, como, tomo banho, vou estudar e dormir. Se eu ficar conectado, vou ter que parar de comer - comenta, em tom dramático.

Célia Regina, coordenadora da Palas, acha positivo o uso das redes sociais, principalmente quando voltadas para o aprendizado:

- Eu mesma converso com alguns alunos pelo Facebook. Já cheguei à escola hoje (segunda) sabendo como foram na prova da Uerj.

Elisa Lacerda, coordenadora do Notre Dame Recreio, diz que é preciso foco.

- Eles conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas no vestibular é preciso foco para usar as redes sociais. Se entrar, deve ser com um objetivo, porque se não, corre o risco se perder - defende Elisa.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/09/13/vestibul... 
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Comentario

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Comentario de Aline Rodrigues el septiembre 15, 2011 a las 5:45pm
Estou testando com Filhote o Edmodo, que é bem parecido com o Facebook mas é desenhado para professores e estudantes, com agenda de aulas e trabalhos de casa. Lá os alunos não podem trocar mensagens privadas, a idéia é que as dúvidas e reflexões sobre a matéria sejam publicadas para todos no tópica da matéria. Eu digo "testando" porque sei que o Edmodo só funciona se for usado pelo professor, se não as crianças se organizam na rede do momento (hoje, Twitter e Facebook). A galerinha dessa reportagem parece estar fazendo bom uso da rede. Eu decidi abrir a conta do Edmodo depois do caso da menina que foi colocada pra fora da escola, no Rio, porque a escola não concordava com o compartilhamento de exercícios e resposta no Facebook. As redes são instrumentos fabulosos de colaboração, não podemos rejeitá-las, nem esperar que os jovens façam tudo certinho sem orientação e apoio. Pode acontecer, mas com orientação e apoio é mais fácil.

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