-¿Como gestionamos el cambio educativo en escuelas con pocos recursos?

-¿Como es posible distribuir el liderazgo entre los roles docente-alumno-comunidad, para fomentar el cambio educativo?

Como se pode fomentar um ambiente de aprendizagem democrático em um espaço educativo tradicional?

Nos deixe sua resposta.

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Respuestas a esta discusión

A título de curiosidade, pesquisando na internet, achei algo sobre o período da Monitoria realizada na EMEF Campo Salles:
"Em determinado dia da semana o aluno virá para a monitoria. Os alunos do período serão divididos em grupos de 15 pessoas, cada grupo terá um professor monitor e um aluno, como facilitador escolhido pelos seus pares. O grupo será composto por alunos de séries diferentes. Os professores monitores serão conscientizados para que em nenhum momento se tornem disciplinadores. No grupo de monitoria as atividades terão como objetivo principal o exercício dos princípios da autonomia, da responsabilidade e da solidariedade. Cabe ao monitor ser o incentivador das atividades escolares dos alunos, dentro e fora da escola; acompanhar os alunos nas suas dificuldades, que podem ir para além da escola; ajudar o seu grupo a se tornar um grupo de auto-ajuda que extrapole os muros da escola; dar e garantir a fala ao aluno quando em plenário.
As atividades da monitoria serão organizadas pelo coletivo de monitores levando-se em consideração as necessidades dos alunos. Até o momento, levando em consideração o trabalho que a escola já vem fazendo, foram propostas três atividades:Pesquisa, história de vida e história da família.
... As atividades acima têm como objetivo principal facilitar um trabalho transdisciplinar e preparar os profissionais da escola para derrubarem as paredes físicas da sala de aula, em 2007, caso sintam necessidade. Todas as atividades serão pautadas pelos princípios da autonomia, da responsabilidade e da solidariedade."
Fonte: TCC IMPLEMENTAÇÃO DE UMA METODOLOGIA DE ENSINO COM BASE NOS PRINCÍPIOS DA ESCOLA DA PONTE

Olá, Thalita!

Obrigado outra vez pela sua participação. A monitoria nasceu mesmo com estes objetivos. Estamos fazendo algumas correções, o pessoal da escola acha que o nome deve mudar para Tutoria. O tutor, além de ter contato com os pais, bimestralmente, para informar sobre o desempenho do aluno, será, também, o gaz, a gasolina que impulsionará o aluno a assumir suas responsabilidades. Um forte abraço. Braz.

Fomentar un ambiente de aprendizaje democrático en un espacio tradicional no es nada fácil. EL profesor debe cambiar su modelo de enseñanza. El alumno hoy en día es dueño de su aprendizaje y es él el que lo pide y el profesor debe estar a la altura.

Olá!

É isso aí Magdalena. Obrigado por sua participação e um forte abraço. Braz.

Buenos días! Nos gustaría invitar a todos a seguir con las reflexiones sobre la importancia de comunicar el cambio educativo y intercambiar opiniones y ideas sobre ese tema en el debate en vivo con Jane Reolo, Carlos Lima y Juan Borea, hoy a las 17h (España) / 13h (Brasil). En esta actividad, profundizamos sobre las herramientas, medios y claves que permiten una comunicación eficaz entre los agentes de la comunidad educativa.

Hoy, a las 17h (España) / 13h Brasil. Debate en vivo con Jane Reolo, Carlos Lima y Juan Borea sobre Claves para una comunicación eficaz en los procesos educativos del S.XXI.

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Bom dia! Gostaríamos de convidar a todos para continuar com as reflexões sobre a importância de comunicar a mudança educativa e intercambiar opiniões e idéias sobre esse assunto no debate ao vivo com Jane Reolo, Carlos Lima e Juan Borea, hoje às 17h (España) / 13h Brasil (horário de Brasília). Nessa atividades nos aprofundaremos sobre as ferramentas, meios e chaves que permitem uma comunicação eficaz entre os agentes da comunidade educativa.

Hoje, às 17h (Espanha) / 13h Brasil (horário de Brasília). Debate ao vivo com Jane Reolo, Carlos Lima e Juan Borea sobre Chaves para uma comunicação eficaz nos processos educativos do Séc. XXI.

Olá Pessoal!

Escrevi abaixo uma espécie de considerações finais. Espero que possam ajudá-los.

 

 

AGRADECIMENTOS

 

        Participar deste debate foi um privilégio. Agradeço a todos pelas perguntas e comentários. Levaram-me a dúvidas maiores, a outras novas dúvidas e também a certezas mais consolidadas a respeito do processo que vem sendo desenvolvido na EMEF. Pres. Campos Salles.

 

ALGUMAS PONTUAÇÕES:

 

  1. Fomentar um ambiente de aprendizagem democrático em um espaço educativo tradicional é um desafio muito grande, como muitos apontaram. Espero que o relato da experiência da EMEF. Pres. Campos Salles, embora de forma muito fragmentada, indique que tal tarefa é possível.
  2. Não há aprendizagem democrática sem dar a palavra aos sujeitos implicados no processo. Na escola eles são principalmente os alunos, mas também, os pais, os professores, os demais funcionários da escola, as lideranças comunitárias, etc.
  3. A aprendizagem só pode ser democrática quando o aluno é visto como um ser integral e competente para tomar decisões, para organizar-se individual e coletivamente para aprender e viver. A escola democrática dialoga com os saberes que os alunos trazem de sua cultura, pois sabe que só se constrói conhecimento significativo a partir daquilo que já se sabe.
  4. A aprendizagem democrática é possível quando o professor deixa de ser autossuficiente e se une aos seus pares para oferecerem recursos variados para que o aluno aprenda por si mesmo, na escola e fora dela. Na escola democrática, segundo o comentário do professor Enio: “A vivência enquanto ‘professor’ está mais próxima do ‘Mestre Ignorante’ do que daquele sobre seu tablado considerando a ignorância do outro.”
  5. O Poder Público deve fugir da padronização e ter um olhar diferenciado para as escolas que vêm tentando organizar seus espaços e seus tempos de forma mais condizente com a aprendizagem democrática. No mínimo, um professor deveria saber qual é o projeto da escola para poder acessá-la e em acessando-a ter uma jornada de trabalho de dedicação exclusiva e salário digno. Os alunos que aprendem mais rapidamente não deveriam ser obrigados a permanecerem 9 anos no Ensino Fundamental.
  6. Helena Singer, no livro, “República de Crianças: sobre experiências escolares de resistência”, afirma que para  uma escola ser  realmente democrática é necessário duas condições: a) Que as crianças participem do processo de tomada de decisão e b) Que as crianças frequentem a escola porque desejam e não por obrigação. Portanto, podemos afirmar que algumas escolas estão construindo um processo democrático, mas não são ainda realmente democráticas.
  7. As TICs são, com certeza, recursos que vêm contribuir para a aprendizagem democrática na escola e fora dela, quando a serviço da constituição dos sujeitos, não há mais como negá-las.

 

 

Até logo. Continuo conectado caso você queira continuar a conversa. Um forte abraço. Braz.

Hola Braz

Para se fomentar um ambiente democrático na escola, em minha opinião, deve-se, primeiramente, desconstruir dois mitos que sempre fizeram parte da educação "tradicional" : o professor sabe tudo e o aluno não sabe nada. A aprendizagem é um processo contínuo e inesgotável, que depende de várias coisas e que apresenta diferentes faces em diferentes momentos, como tudo na vida. Quando um professor consegue sair da postura de todo poderoso e doutor sabe tudo, ele com certeza se aproximara muito mais de seus alunos; quando esse mesmo professor para de falar e aprende a ouvir de fato, ele dará visibilidade ao aluno. Neste ponto, o aluno deixará de ser um mero recheio de carteira para transformar-se num ser humano, condição na qual o professor também se incluirá. E a partir daí e somente a partir daí é que a aprendizagem poderá ser iniciada. Como todo ser humano tem uma história, a escola deverá não apenas conhecê-la como fazer parte dela. Muitos são os que devem ser incluídos nesse processo:familiares, amigos, vizinhos, líderes da comunidade e, na escola, todos os funcionários, independente do cargo que possuem, Chegar a esse ponto é um tremendo desafio, pois para tanto necessitamos de uma radical mudança de atuação do Estado, com relação a políticas públicas no que diz respeito à Educação. É essa a estrada que estamos percorrendo na Emef Presidente Campos Salles, da qual tenho a honra de participar.Para onde essa estrada nos levará eu não sei; mas, certamente, será para algum lugar onde saber faça algum sentido e tenha algum valor, onde as pessoas possam ter consciência de suas potencialidades, onde a paz seja mais forte que a violência e onde um ser humano dito aluno possa ler qualquer texto e compreendê-lo,inclusive os textos que a vida nos apresenta cotidianamente, inclusive o texto implícito no olhar do outro.   

Hola, Orlando!

Companheiro velho de luta. Gostei muito do seu comentário. Obrigado por ter sido fonte de esperança nos momentos mais difíceis que vivemos na escola e em Heliópolis. Obrigado, meu irmão de fé. Braz.

Caro Braz

Este encontro internacional de educação tem sido muito rico em debates, reflexões e relatos de experiências.

Sua presença aqui é de fundamental importância para socializar uma história de luta e construção da democratização da educação,  dentro da escola Campos Salles e da comunidade de Heliópolis.

Eu, como parte integrante da equipe de educadores da escola Campos Salles, quero deixar registrado aqui o quanto tem sido gratificante para mim, viver e me empenhar nessa luta, que, reconheço é um grande privilégio ao mesmo tempo que um grande desafio.

Construir um ambiente democrático de aprendizagem, dentro de um espaço tradicional, dentro de uma escola pública na cidade de São Paulo, envolve mais do que a derrubada das paredes das salas de aulas.( o que já foi para nós uma corajosa e importante decisão). Demanda a todos os envolvidos uma revisão, desconstrução e reconstrução das concepções de educação, de escola, de aluno, do processo de "ensinagem/aprendizagem". E, para tanto,à partir das novas concepções, reconstruir as relações - ponto fundamental-Que relações? Todas. Estou falando da democratização das relações, da humanização das relações.

Quais seriam?

-as relações do estudante com seu processo de aprendizagem e de construção de sua cidadania.

-as relações dos estudantes com seus pares, seus educadores e sua comunidade.

-as relações do educador  com os estudantes, sua própria aprendizagem diária,  seu fazer pedagógico.

-as relações do educador com seus pares, com os estudantes e  com a comunidade do entorno.

-as relações da equipe gestora com os estudantes, educadores da escola, pais/responsáveis e comunidade.

-as relações da escola, como um todo, com as políticas públicas.

Enfim, transformar concepções, relações, construir novos papéis com um único objetivo:

- fazer da escola um verdadeiro espaço democrático de relações de aprendizagens, onde todos possam aprender e ensinar: educadores, estudantes, funcionários, pais/responsáveis, lideranças comunitárias e a comunidade como um todo.

Para que isso aconteça esse espaço deve ser democrático, autônomo, para suas decisões coletivas.

Este é o espaço que vivemos e trabalhamos todos os dias, essa é nossa construção cotidiana.

É para mim uma grande honra trabalhar ao seu lado e, acima de tudo, uma experiência de grande aprendizagem profissional e pessoal.

Estamos juntos.Um grande abraço.

Amélia Arrabal Fernandez

Olá, Amélia!

O educador é aquele que reconhece o outro educador. Então, o somos. Obrigado por me ajudar a ter esta consciência. Um abraço cheio de vida e esperança. Braz.

Olá Amélia!!!

Realmente, vc tem razão.

Derrubar os muros foi um ato de coragem mesmo.Mas sabemos quantos muros internos precisamos derrubar no dia-a-dia para refazer esta construção.E sabemos que esbarramos em muitas dificuldades:

-a dificuldade com a formação dos professores, que não podemos garantir que aconteça de uma forma mais precisa.

-a dificuldade com o sistema e sua burocracia que nos impede de ser "diferente", pois pertencemos a uma rede que não nos diferencia.

Mas nada disso nos impede de viver este processo de mudança.

A cada anos vamos descobrindo novas"trilhas" e vamos construindo este caminho, na confiança

de que vale a pena ser audacioso, com responsabilidade.

 

abs

Maria Helena Muniz

Emef.Pres.Campos Salles.

 

Olá Orlando,

Boa reflexão.Também penso que é fundamental que a escola possam proporcionar   aos alunos, leituras de  todos os textos e compreendê-los.Esta para mim é a tarefa principal da escola.Ler todos os textos e inclusive os texto que a vida nos apresenta, e poder ter um olhar crítico sobre eles.Tenho muita pena de ver os jovens sairem da escola, sem ter o domínio da leitura e da escrita e tentar ir para o mercado de trabalho ou para outros cursos, confiando que o diploma que receberam no ensino fundamental lhe garantirá a continuidade.

Neste sentido, penso que nosso trabalho aqui na escola "Emef.Pres.Campos Salles", é fundamental, pois tentamos faze-los compreender que é necessário seu envolvimento, sua autonomia, sua responsabilidade, para que ele seja co-autor de sua própira aprendizagem.

Não cabe só ao professor este trabalho, é no coletivo de pais, alunos, professores, comunidade que ele acontece.Tem que haver parcerias, compromissos para que este aluno possa avançar com segurança.

A escola pode auxiliar nesta parceria, porém ela sózinha não dá conta do todo é preciso que os outros segmentos se sintam também responsáveis e atuem dentro deste conjunto.

 

abs

Maria Helena

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