Pede-se que os professores acalmem os alunos. Quem tranquilizará os professores? #ft_eie11

Um país cordial que insiste em lavar a roupa suja em casa… minha visão do caso do menino de São Caetano @avidaquer


É mais do que momento de admitirmos que há sim agressão verbal e física nas escolas brasileiras e que o bullying acontece e precisa ser observado e acompanhado numa parceria da escola e dos pais. Não somos (se é que fomos de fato) o país do homem cordial… Como reagiremos, cada um de nós, para não sermos o país da violência?

 

Hoje pela manhã, no meio da leitura dos jornais digitais, vi uma entrevista com a psicóloga Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp, que defende que escolas devam mudar de atitude diante de situações de conflito. Reproduzo abaixo os argumentos e deixo o assunto em aberto para conversarmos:

Folha – O caso de ontem deve ser tratado como isolado ou mostra serem necessárias mudanças nas escolas?
Ângela Soligo – Casos extremos estão se repetindo. As escolas precisam se perguntar: por que somos palco dessas situações? Já deveria ter acendido a luz amarela para escolas, gestores e pesquisadores.
Tanto essas situações quanto as avaliações educacionais mostram que as escolas têm sido palco de frustrações, principalmente as públicas.
Muitas vezes, a vítima se sente desprotegida, como se ninguém se importasse com ela. A escola tende a silenciar diante de casos de conflito.

 O que fazer agora na escola de São Caetano?
Primeiro, as crianças devem ficar em casa uns três ou quatro dias, para viverem o trauma.
Depois, precisarão ter oportunidade de conversar sobre seus medos, suas dúvidas. Claro que os professores não terão respostas para tudo. Mas deve-se ao menos deixar os alunos se expressarem.
Os próprios professores podem mostrar que também têm medos, que é algo normal.”

Como no caso da escola carioca, pede-se que os professores acalmem os alunos. Eu me pergunto: quem tranquilizará os professores e os fará sentirem segurança no espaço escolar?

Não é também nosso papel zelar para que estes profissionais, de cuja tranquilidade e “sanidade” depende parte da educação das nossas crianças, sintam-se seguros para atuar em seu ambiente de trabalho? Como as instituições oferecerão um apoio holístico que compreenda os três pilares das escolas, alunos, professores e pais?

É realmente #PraPensar

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